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Blog de classehospitalar :pedagogia hospitalar, vejam meus slides sobre o tema

terça 28 junho 2011 21:37


Pedagogia Hospitalar

 

  

 

                                 Vanussa Vidal

Pedagogia - Unicentro

 

Introdução 

É normal falar em pedagogia e lembrar da escola, como uma estrutura física  própria e exclusiva para educação formal com salas, professores, alunos e quadro-negro. Isto porque estamos acostumados com o pedagogo tradicional em sua típica função dentro da classe escolar. Quero propor neste texto um parêntese sobre uma área em que o pedagogo vem atuando de forma efetiva  fora do contexto escolar: a pedagogia hospitalar. Sem  o intuito de esgotar o tema, podemos degustar essa alternativa de ensino tão benéfica à criança e adolescente que encontram-se  impedidos de freqüentar a escola, porém que tem o direito à educação sistematizada visando a continuidade dos estudos mesmo fora do ambiente escolar, onde através de praticas pedagógicas com adaptações curriculares (ensino através de brincadeiras, literatura, pintura etc.) se obtém um desenvolvimento emocional e cognitivo do aluno mesmo este estando em estado de descompensação por ocasião do quadro (enfermidade) em que se encontra. O paciente pediátrico conta com leis que assiste esse problema da falta de recurso escolar diante a hospitalização, e a pedagogia entra em ação dinamizando essa prática com certo grau de descontração, dedicação, arte e muito amor levando o ensino aonde o aluno se encontra. 

Na prática da Pedagogia Hospitalar

Todos os dias crianças e adolescentes de idades e quadros clínicos  diferentes dão entrada e saída nas pediatrias hospitalares. Algumas ficam por pouco tempo outras permanecem por grandes períodos de  internamento gerando sentimentos ambivalentes, por um lado o pensamento angustiante de doença e medo da morte, e por outro, a luta pela sobrevivência, cura e continuidade da vida. Daí a necessidade de contar com um espaço lúdico que proporcione momentos agradáveis, onde podem esquecer seu sofrimento e enfrentar a situação vivenciada, Quintana em sua pesquisa com crianças hospitalizadas  notou que: "Além da sensação de abandono, existe o medo do desconhecido, gerado por passar a habitar um lugar totalmente novo, com regras, espaços e pessoas diferentes."(QUINTANA 2007,    p 414). As limitações e a dor atemorizam a criança e/ou adolescente em tratamento e a saída proposta é a pedagogia hospitalar que levará um momento de fuga, aconchego e conhecimento que tem o intuito de gerar educação formal mesmo estando distante da escola regular e assim garantir seus direitos da infância. Segundo Fonseca (1999, p.117/ apud ROCHA; PASSEGGI, online).

 

No Brasil, o primeiro registro de atendimento pedagógico educacional em hospitais ocorreu, [...], no Hospital Bom Jesus no Rio de Janeiro, na década de 1950. Entretanto, foi apenas nos anos de 1990, que essa modalidade de ensino começou a expandir-se no país, impulsionada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), (BRASIL, 1990) e da Lei dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes Hospitalizados (BRASIL, 1995), apoiados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que aprovou a resolução n. 41, de 13 de outubro de 1995 (BRASIL, 1995), que garantiu o direito a escolarização dos estudantes nos hospitais. Sendo mais tarde, firmado pelo Ministério da Educação, por meio das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, estabelecidas em 2001. 

É necessário que haja um intercâmbio entre a escola e o hospital buscando um relacionamento em prol da qualidade de atendimento por parte dos profissionais de ambos os campos, para o bom aproveitamento das didáticas, pelo aluno enfermo. O hospital deve ser visto como um espaço onde há a oportunidade de realização da educação extra-escolar, com base humanística dando ênfase a qualidade de vida e promovendo a interação social aos pacientes pediátricos. O pedagogo, por sua vez, encontra na classe hospitalar um ambiente de superação de suas propostas pedagógicas onde todo dia deve ser encarado de uma forma especial diante das diferentes possibilidades de alunos e quadros clínicos que deverá deparar-se. Não cogito a possibilidade de ser uma tarefa fácil, mas com certeza, para o profissional que busca novos horizontes onde educar significa muito mais que ensinar uma matéria nova, significa dar luz, brilho e imaginação a quem está sofrendo diante dos importunos da vida, é uma tarefa, no mínimo, gratificante.

            A metodologia de ensino adquirida deve ser flexível de modo que não haja esgotamento mental e físico do aluno. As opções de ensino mais usadas são geralmente a literatura infantil, os brinquedos pedagógicos, o desenho, pintura, modelagem e outros trabalhos artísticos previamente pensados pelo professor. Porém, toda e qualquer atividade deve ser educacional, objetiva, congruente e de continuidade.  A literatura tem um toque especial na aprendizagem dentro e fora da classe escolar, e ainda mais positiva no ambiente hospitalar onde a criança e o adolescente são levados a interagir com o universo artístico da obra literária. Matos (2007), defende o uso do livro na educação ressaltando que a presença do livro literário é de necessidade incontestável em sala de aula, a autora atribui ainda que:   

No encontro com a literatura, os homens tem a oportunidade de ampliar, transformar ou enriquecer sua própria experiência de vida, [...] por ser a expressão artística de algo que é tão vasto e multifacetado como a natureza humana,  por refletir toda essa complexidade que é inata ao ser humano, ao seu mundo e a suas relações existenciais é que a literatura apresenta-se como um objeto misterioso, enigmático, fascinante e essencial. Assim sendo, a arte literária é uma necessidade vital para o homem, pois, mediante o trabalho com a linguagem, o prazer estético, estimula-se a criatividade do ser humano, abrindo sua mente para a formação de uma nova mentalidade e ensinando-o a lidar com seus medos, seus anseios, seus sonhos e suas frustrações de forma a enriquecer sua própria experiência de vida.  (MATOS, 2007) 

O professor será mediador entre a realidade, o mundo fantasioso literal e o aluno, trazendo uma perspectiva diferente, uma imagem de futuro cheio de possibilidades e riquezas que poderá transformar o modo em que o paciente encara a doença e a própria vida. Entre outras metodologias empregadas  enfatizo a literatura,  por se tratar de uma prática que abrange diversas idades, o pedagogo pode ler uma obra infanto-juvenil que possibilita o entendimento que alcança desde a criança pequena até o adolescente, num grupo de alunos pediátricos acamados ou não, facilitando a educação extra escolar e proporcionando um ambiente alegre e aconchegante onde as paredes são facilmente ultrapassadas pelo mundo da imaginação. Em se tratando de resultados a longo prazo, a tarefa do educador é promover nos alunos o interesse pela leitura formando leitores assíduos.  Abramovich se refere a importância de ouvir história para a formação da criança  e afirma que "escutá-las é o inicio da aprendizagem para ser um leitor, e ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e compreensão do mundo a qual faz parte ." (Abramovich, 1995, p. 16). 

Conclusão

            A fragilidade e o desconforto vivenciado pela criança à torna vulnerável comprometendo muitas vezes a seu equilíbrio emocional. A proposta da pedagogia hospitalar é trazer  subsídios para o enfrentamento da doença, promover o desenvolvimento cognitivo através de práticas pedagógicas e didáticas apropriadas e flexíveis que alcance o entendimento de um grupo de alunos de idades diferenciadas que vai da criança ao adolescente, proporcionando um ambiente de aprendizado que dê continuidade nos estudos, onde o professor, o hospital e a escola interagem a favor do bem estar e do direito de aprendizagem da criança e adolescente hospitalizado. Num ambiente onde a saúde e a educação podem se relacionar de modo intimo e prol da cura integral do ser humano, a criança tem a possibilidade de ter momentos de superação e alegria, aprendendo e ensinando lições que nunca serão esquecidas e, que, por esse e por outros motivos de amor e dedicação a vida, é de estrema importância que o profissional de pedagogia quebre barreiras e avance levando a educação independente do lugar ou situação em que o aluno se encontre.       

Referencias

ABRAMOVICH, Literatura Infantil: gostosuras e bobices. Rio de Janeiro: Scipione,1995.

BOCK; FURTADO; TEIXEIRA. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva, 1999.

MATOS; RICCI. Projeto pedagógico para a cidadania. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. 

Quintana, AM;  Arpini, DM;  Pereira, CRR;  Santos, MS. A vivência hospitalar no olhar da criança internada In: Revista ciência cuidado e saúde. Disponível em:http://cienccuidsaude.com/2007.Out/Dez;6(4):414-423 Acesso em 03/05/2011 

ROCHA;  PASSEGGI. Experiências educativas com crianças e adolescentes em tratamento de saúde In: Revista e Sabedoria. Disponível em: http://revistadaesab.com/?p=170&pfstyle=wp   Acesso em 03/05/2011

terça 28 junho 2011 04:56


MAPA CONCEITUAL

Blog de classehospitalar :pedagogia hospitalar, MAPA CONCEITUAL

Não há barreiras para a educação, há pessoas e lugares, basta ser professor e ter o desejo de ensinar!

Vanussa Vidal

 

terça 28 junho 2011 05:24


na prática

É incrivel a diferença no quadro clinico da criança que participa da classe hospitalar, a melhora é visível.

quarta 22 junho 2011 05:10


educar é amar

Blog de classehospitalar :pedagogia hospitalar, educar é amar

Nada melhor do que encontrar um sorriso no rosto de uma criança em um lugar onde, geralmente, o que se vê é choro e insegurança.

quarta 22 junho 2011 05:01



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